02 de abril de 2026
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TJ mantém prisão de empresário acusado de mandar matar amigo após traição em Sorriso

POLÍCIA
quinta, 26 de março de 2026

O juiz Rafael Depra Panichella, da Primeira Vara Criminal de Sorriso, negou um pedido de revogação de prisão preventiva feito pela defesa do empresário Gabriel Júnior Tacca, suspeito de homicídio qualificado contra Ivan Michel Bonotto, de 35 anos. A vítima foi morta após ter um relacionamento amoroso com a companheira do acusado, a médica ginecologista Sabrina Iara de Mello.

O crime, praticado na noite de 21 de março do ano passado, foi praticado por motivação torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), Gabriel e o comerciante Danilo Carlos Guimarães agiram de forma premeditada, em comunhão de esforços e com dissimulação.

Após o ataque, Gabriel Tacca simulou solidariedade ao levar a vítima ao hospital, numa tentativa de ocultar a sua participação no crime. A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, aponta que o homicídio foi motivado por vingança pessoal. Ivan Bonotto mantinha uma relação de amizade com o casal Gabriel Tacca e Sabrina Iara de Mello, médica ginecologista.

Com o tempo, Ivan passou a se envolver amorosamente com Sabrina, o que teria despertado em Gabriel um intenso sentimento de vingança e rancor. A descoberta da traição e do caso extraconjugal foi o estopim para o cometimento do homicídio. As investigações apontaram que Tacca e Danilo Guimarães inventaram uma narrativa de que o crime teria sido praticado no contexto de uma briga de bar com a intenção de ocultar o plano para executar a vítima.

Os dois foram presos durante a Operação Inimigo Íntimo, deflagrada pela Polícia Civil. Sabrina também foi alvo da operação, já que ela, após o crime, teria invadido o celular da vítima no hospital, apagando mensagens, arquivos e fotografias que poderiam comprovar a relação amorosa extraconjugal. A conduta foi enquadrada como fraude processual qualificada.

Durante a audiência de instrução e julgamento, foram ouvidas as testemunhas arroladas tanto pela defesa, quanto pela acusação. À ocasião, foram apresentados pedidos de revogação da prisão preventiva de Danilo Carlos Guimarães e de Gabriel Júnior Tacca. No entanto, o magistrado analisou apenas a solicitação do último, autor do crime, negando a soltura do suspeito, agendando ainda a continuação das audiências para abril.

“No que tange ao pedido de revogação cautelar da prisão de Gabriel Tacca, tenho por indeferir, considerando que ainda permanecem hígidos os motivos que ensejaram a sua prisão. No mais, os fundamentos apresentados já foram até analisados pelos Tribunais superiores nos respectivos Habeas Corpus. Para a audiência em continuidade a fim de serem ouvidas as pessoas restantes, designo o dia de 17 de abril de 2026, às 8h30”, diz a decisão.


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TEXTO: FOLHA MAX
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